Por que nos sentimos mal com certas pessoas?

Uma opinião

É instigante a realidade de que existem quase 7 bilhões de pessoas no mundo. É muita gente. E, nesse universo enorme, sempre nos deparamos com pessoas que nos fazem muito bem, pessoas que não mudam nada nas nossas vidas, pessoas que nos fazem mal e pessoas que, na teoria, deveriam nos fazer sentir bem, mas, por algum motivo, mesmo após uma conversa trivial nos faz sentir a alma pesada, como se tivessemos acabado de ter uma discussão. Justamente esse último grupo de pessoas que aluga um apartamento em nossas mentes após cada interação.

Esse tipo de sensação vêm de algo mais profundo do que simplesmente a racionalização sobre opiniões diversas. É o nosso próprio sistema de defesa nos mostrando que, por mais pacifica que parece a situação, aquela pessoa nos coloca em alguma espécie de ameaça. Alguns chamam de intuição, outros podem levar à conta do nosso cérebro reptiliano e, em outro viés, há ainda a vertente religiosa para explicar tudo isso.

Intuição, uma forte aliada do cérebro primitivo

Sabe aquela sensação inexplicável de que algo está errado? É a sua intuição falando. Durante nossa vida, acumulamos experiências e definimos valores que moldam nosso ser e dão diretrizes à nossa intuição daquilo que é seguro ao nosso entendimento. Definimos a aparência de uma pessoa que nos traz segurança e da pessoa que nos causa receio. O tipo de assunto que gera desconfiança, os valores que nos deixam com um pé atrás e o tipo de assunto que nos faz querer desviar o caminho de algumas pessoas. Mas, nem sempre esses sinais de alerta estão claros aos nossos olhos. Aí nossa intuição brilha. Ela percebe os traços escondidos sobre o manto da conversa mansa e do sorriso cordial. E, assim, terminamos uma conversa boba com a sensação de estar carregando nas costas um piano com um elefante se equilibrando em cima.

Como algumas religiões explicam

Sem entrar no mérito de qual religião está certa ou errada, algumas delas, principalmente aquelas que acreditam na reencarnação, estabelecem que certas relações afetivas vêm se repetindo de reencarnação em reencarnação e que os assuntos vão sendo resolvidos ao longo dos sucessivos reencontros. Além disso, para incentivar a resolução dessas questões, aqueles que se encontram com pendências, voltam cada vez mais próximos, como familiares ou amigos. Se utilizarmos uma visão ampla e sem a cegueira religiosa, faz muito sentido. É uma forma de entender como, às vezes, sem conhecer uma pessoa a fundo nós sentimos uma repulsa por ela, bem como nos faz entender como nos desentendemos com mais facilidade com pessoas da nossa própria família.

O que fazer

Creio que o primeiro passo para se sentir mais leve com esse assunto é o autoconhecimento. Por vezes, nós colocamos muito peso nas atitudes alheias mas por escolhas nossas. Nosso próprio subconsciente, com seu apego pela segurança, aumenta situações fáceis para situações de perigo. Então, o autoconhecimento nos ensina a perceber o que é neura do nosso cérebro primitivo e o que é uma ameaça real.

Outro aspecto importante é levar em consideração nossas experiências passadas e aprender com elas. Todos já foram magoados por alguém, então é usar esse aprendizado para reconhecer os padrões que nos levam à magoa. Nesse ponto, entra outra tema sensível, o auto perdão. Se perdoar é um ponto crucial na caminhada do autoconhecimento e da sabedoria nas relações afetivas.

Fazer terapia já foi algo de piada e preconceito, mas isso já é cultura ultrapassada. Ter alguém para compartilhar suas experiências e problemas com um olhar isento de sentimentos ajuda a ter mais clareza para avaliar cada situação. Acho que toda pessoa devia ter seu psicólogo de estimação rsrsrs.

Por fim, a espiritualidade/religiosidade precisa estar em dias. Não necessariamente ser um seguidor cego de alguma religião, mas ter a proximidade com Deus nos eleva a um nível de paz e compreensão que nos blinda das situações que estamos analisando aqui.

Então, aqui termino essas reflexões de um cara que também está a procura de respostas.

Por hoje, that is all folks;


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